O filme aborda alguns fenômenos físicos, que têm causas geológicas e consequências biológicas. Para compreender melhor tais acontecimentos, precisamos primeiro conhecer a formação geológica do planeta de fora para dentro, ou seja, as camadas que o compõem e suas principais características.
Utilizando o exemplo mostrado no filme, em que o herói faz uma associação entre uma fruta e a Terra, podemos iniciar nossa análise: assim como a fruta possui casca, polpa e caroço, nosso planeta também apresenta basicamente a crosta, o manto e o núcleo, respectivamente.
A crosta terrestre ou litosfera é a camada mais fina, com espessura média de 45 a 60 quilômetros, e é onde vivemos. É importante ressaltar que os fenômenos que estamos acostumados a ver na televisão e no nosso dia a dia acontecem nessa camada e que tudo que conhecemos da Terra provém dessa camada, já que nunca conseguimos escavar além dela (nunca chegamos sequer a 13000 metros de profundidade), por isso tudo que "sabemos" sobre o interior do planeta é resultado de teorias desenvolvidas a partir de experimentos. Essa região, rica em metais como silício, alumínio e magnésio, é constantemente modificada pela próxima.
O manto, a segunda camada, é formado pelo magma, material pastoso que combina metais fundidos com outros em estado sólido, ambos em altíssimas temperaturas.
O núcleo é também chamado de nife, por ser rico em níquel e ferro, e é dividido em duas partes: o externo, que é liquido, e o interno, que é sólido. Suas temperaturas são ainda mais altas que as do magma, podendo chegar a 6000ºC. Algo importante sobre o núcleo externo, abordado no filme, é que ele está em rotação e gera o campo magnético da Terra.
Podemos ver pela composição ricamente metálica, digamos assim, do planeta, e pelas temperaturas altas às quais esses metais estão submetidos, que ele, como um ser vivo, cria um campo magnético numa escala surreal para nós: um campo magnético de tamanho planetário. A teoria do dínamo, que não discutiremos aqui, explica como o líquido do núcleo externo consegue criar esse campo, devido principalmente aos movimentos de rotação e convecção decorrentes da conversão de energia térmica em cinética, no interior terrestre.
O campo magnético terrestre nos protege da radiação solar, que acabaria com a vida no planeta se o atingisse diretamente. Se esse campo enfraquecesse, devido à diminuição da velocidade de convecção e rotação do líquido nucleico, os polos magnéticos da Terra poderiam perder intensidade, inverter ou simplesmente desaparecer, o que traria efeitos catastróficos para nós.
No filme, o núcleo externo para totalmente de girar e isso traz outros efeitos, menos danosos, mas não menos estranhos, como o aparecimento da aurora boreal (referente ao norte) muito distante do seu local de origem, as altas latitudes norte, e a desorientação de pássaros que se guiam pelo campo terrestre.
Todas essas consequências, de maiores e menores escala e severidade, mostram o quão somos dependentes desse campo e do planeta em si, mostrando que mesmo tendo avançado tanto em ciência e tecnologia, e dizendo que dominamos o mundo, ainda somos pequenas peças no jogo da Terra e do universo; só quando entendermos estas coisas poderemos crescer verdadeiramente como seres humanos e amantes do saber.
Aluna Angélica Borba, número 2982, e aluno Shalom, número 2988.
O núcleo é também chamado de nife, por ser rico em níquel e ferro, e é dividido em duas partes: o externo, que é liquido, e o interno, que é sólido. Suas temperaturas são ainda mais altas que as do magma, podendo chegar a 6000ºC. Algo importante sobre o núcleo externo, abordado no filme, é que ele está em rotação e gera o campo magnético da Terra.
Podemos ver pela composição ricamente metálica, digamos assim, do planeta, e pelas temperaturas altas às quais esses metais estão submetidos, que ele, como um ser vivo, cria um campo magnético numa escala surreal para nós: um campo magnético de tamanho planetário. A teoria do dínamo, que não discutiremos aqui, explica como o líquido do núcleo externo consegue criar esse campo, devido principalmente aos movimentos de rotação e convecção decorrentes da conversão de energia térmica em cinética, no interior terrestre.
O campo magnético terrestre nos protege da radiação solar, que acabaria com a vida no planeta se o atingisse diretamente. Se esse campo enfraquecesse, devido à diminuição da velocidade de convecção e rotação do líquido nucleico, os polos magnéticos da Terra poderiam perder intensidade, inverter ou simplesmente desaparecer, o que traria efeitos catastróficos para nós.
No filme, o núcleo externo para totalmente de girar e isso traz outros efeitos, menos danosos, mas não menos estranhos, como o aparecimento da aurora boreal (referente ao norte) muito distante do seu local de origem, as altas latitudes norte, e a desorientação de pássaros que se guiam pelo campo terrestre.
Todas essas consequências, de maiores e menores escala e severidade, mostram o quão somos dependentes desse campo e do planeta em si, mostrando que mesmo tendo avançado tanto em ciência e tecnologia, e dizendo que dominamos o mundo, ainda somos pequenas peças no jogo da Terra e do universo; só quando entendermos estas coisas poderemos crescer verdadeiramente como seres humanos e amantes do saber.
Aluna Angélica Borba, número 2982, e aluno Shalom, número 2988.